domingo, 19 de dezembro de 2010

Psicologia barata e súbita

- Todas as pessoas que foram de algum jeito rejeitadas pelos pais, sentem-se umas bestas (aberrações)?










sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Intense

Quem está longe, não pode compreender, no meio das minhas maluquices e relatos instáveis, a intensidade total de ser "imigrante"... e no meu caso, de ser imigrante PLUS ser casada e PLUS num país inusitado (leia-se, nunca fez parte dos meus planos morar em Portugal)

Cada decepção é amplificada umas mil vezes. Mas finalmente descobri que, cada conquista é amplificada umas mil e duzentas.

Sinto uma felicidade interior inexplicável. e conquistas maiores virão. Mas só direi quando se concretizarem de faCto (nesse ponto, ainda sou supersticiosa).

Boa noite.
:)


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Força

Por acaso eu não sabia, no início deste blog, que Portugal era tão sombrio.
E não tinha idéia do quão mais forte eu sairia daqui. Se eu sobreviver a isso, acho que lido bem com qualquer coisa. Acho.

tento agora reconsertar a vida. como uma faxina, colocar cada coisa em seu devido lugar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Horóscopo do dia

Não sou de ler horóscopos (mesmo), mas o de hoje me diz assim:

"Música e cinema são meios únicos para traduzir seu sentimento do mundo."


terça-feira, 9 de novembro de 2010

eu tenho um demônio dentro de mim
às vezes, ele adormece e eu fico em paz
mas quando ele acorda com fome de confusão
tanto mal me faz
esse monstro se chama depressão
e eu não aguento mais

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Arte Curativo

Acho que sempre quis fazer cinema antes mesmo de saber disto. Uma das minhas primeiras memórias da infância, era desejando ter uma câmera embutida num olho.
Fazer histórias, seja do jeito que for, é pra mim, antes de qualquer coisa, brincar de deus, poder criar, remontar e editar a própria vida. E eu preciso disto pra sobreviver. já que a vida originalmente não foi lá muito generosa comigo. pela natureza, eu morreria sufocada. Pelo meu esforço, prefiro recriar a realidade. Pelo menos a que está ao meu alcance. E ao alcance de todos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

...Pero perder la leveza, jamás!

Insegurança é: pensar antes de fazer, fazer o que se pensou, ter o melhor resultado dentro daquilo que se pensou e foi feito. E mesmo assim, se sentir culpada e achar que fez tudo errado.
Não quero mais ser assim. Quero ser livre e auto-confiante. E lembrar que errar é nor-mal.















l e v e

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amanhã de manhã

... Depois de uma manhã caída,
uma tarde terrível e sete horas no hospital...
Volto para a nossa casinha,
onde tocava Joanna Newson.
Meu Guigui me esperava na sacada.
Ficamos ali abraçados, sem dizer nada.
Ouvindo o povo animado do Bairro Alto.
E vendo, de longe, a Yara conversar com o amigo novo,
na sua última noite em Lisboa,
desejei que a manhã seguinte nunca chegasse...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Brit Invasion


Passei meses e meses sem postar aqui, simplesmente porque havia me esquecido da senha!
Hoje alguma luz iluminou minha memória precária!

Um ano e três meses a morar em Lisboa. O que se passou?
Foi como largar o conforto do lar, pegar um avião e este cair... na ilha do Lost.
Me desculpem a comparação infame, mas depois de um ano, passei a ter pesadelos recorrentes com essa cena.
Por que?

Primeiro, o lugar é lindíssimo, o céu é sempre azul, não há trânsito, não há violência, não há poluição (fiquei curada da asma, assim que aterrisei! uma coisa meio John Locke) e ainda há o rio Tejo e depois o mar, ambos de fazer qualquer um suspirar e se sentir mais poético.
Junto com o meu marido, e às vezes até sozinha, conheci pessoas incríveis, de todo lugar do mundo.

Tudo lindo!

Mas... Por outro lado, minha parte profissional foi totalmente amaldiçoada. Fui explorada, enganada e até acusada e injustiçada, pra fechar com chave de ouro o ano de "trabalho", que mais parece ter sido trabalho de macumba.

Conclusão, aprendi que preciso ser muito mais forte. Ser fodona ainda não é o suficiente, principalmente quando se está em outro país. Aprendi a não falar demais, como sempre fiz.
Aprendi que um casamento só funciona se cada um estiver feliz consigo mesmo, pra depois, juntarem os trapinhos da felicidade.

A coragem veio súbita e um ombro mais do que amigo irá me receber em Londres.
Tudo de novo? Talvez, mas agora, com mais força, mais esperança e mais vida real.

E o que importa sempre, é a tal da auto-estima, o amor e a amizade. E às vezes, o vinho.