domingo, 8 de janeiro de 2012

Diário de Bordo


Depois de três anos no purgatório da adaptação imigrística (à la Odorico Paraguaçu), eis que reencontro meu eixo. Havia me perdido de mim mesma, do meu país, do meu marido, dos meus amigos, da minha música. Parece que fui abduzida. Agora, depois de tudo, tudo, tudo, dar errado. Começo a evoluir para dar certo.
Parece que este é o ciclo, não é? Não fui a primeira, nem a última.
Quando cheguei em Portugal (sem ter ideia de que viria a morar aqui), não entendia muito bem, porque todos diziam que eu estava ainda "fresquinha" na terrinha. Agora eu percebo. Muito bem. Se eu soubesse exactamente como seria o caminho, certamente teria fugido. Mas não me contaram. E foi assim que aconteceu.