sábado, 29 de novembro de 2008

Brazucas

Lisboa, Portugal.

Estou me acostumando com o preconceito. Não há uma lei em que deve-se respeitar os imigrantes, então o preconceito é declarado e rido na sua cara, mesmo. E com Angolano, por exemplo, é pior.

Dá para entender o fundo social - um país que sempre foi pacato e familiar, se sentiu "invadido" por gente de fora. Mas essa é uma questão complexa que tem lados bons e ruins, etc. Ou seja, preconceito não dá pra engolir.

"Brazileiros, fora daqui!" - essa foi a singela frase delicadamente pichada no muro que me fez ficar triste pra caralho.

Então eu lembrei da Cris, que mora nos EUA, e me lembrou que sempre, em qualquer lugar, existe preconceito, e existe também aquelas pessoas legais, que não têm nenhum deles. Ainda bem que algumas pessoas aqui são assim, senão ia embora agora mesmo.

Humor: Fazendo das tripas coração.
Horóscopo: Errada ou não, a escolha já foi feita, se vira.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Som

Escuto PJ Harvey e tenho uma vontade urgente de tocar e cantar.

Quando souber da minha morada (endereço), é isso o que eu vou fazer. É isso o que eu quero fazer. Sempre.

Humor: Esperançosa e ansiosa
Horóscopo: Siga seus sonhos

terça-feira, 18 de novembro de 2008

E o que seriam das estátuas sem as pombas?


Fim de outubro. Chegada na Europa. Lisboa, pra ser "exacta".

Choque. Foi isso o que eu senti primeiro.
Nunca tinha ido tão longe de casa. E o futuro incerto é o mais difícil.

Pude notar algumas diferenças no povo. Mais direto, mais rude, mais honesto e de saco cheio de imigrantes.

A cidade é histórica e moderna ao mesmo tempo. Num dia, vamos a um castelo do século XIV, no outro, a um show do Afrika Bambaataa de graça, num cassino!

Bar de 1800, que vende licor de ginja. Depois, bairro alto (que parece a Lapa do Rio), com uma balada mais animada que a outra. Bar de metal com uma hostess de 90 anos e boate gay fervendo.

E no meio da praça histórica, uma pista de skate verde fluorescente. É assim, acho que tudo se equilibra. O dia com a noite. Os velhos com a bebedeira e os jovens com a bebedeira também.