terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz vida nova

"Adeus ano novo, feliz ano velho, que tudo se realize, no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender..." - Essa musiquinha de fim de ano sempre me deprimia, e não sabia por que. Assim como em aniversário ou casamento, sei lá. Todo mundo deposita todas as fichas de esperança, achando que um cometa vai ver e jogar tudo de presente ao felizardo.

O mais difícil é colocar em prática o que todo mundo, no fundo, já sabe: Que nada vai mesmo se realizar, se você não se mexer. Seu casamento não vai ser incrível só porque você pediu isso no dia da festa, e o ano novo não vai ser realmente foda, só porque você pediu na hora do brinde. Todo dia é hora de ter coragem, senso crítico e pensar de novo sobre o que se quer da vida. Senão, nos esquecemos, e o casamento vira rotina, e o ano novo, que era tão esperado, também.

Feliz ano novo, mas de verdade.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Nada, nada

Ando meio bipolar. Num dia, (muito) "optimista" e no outro, (muito) pessimista.

Se não soasse tão hippie-trindade, diria que quero um colírio mental.

Alguém me avisa, por favor?

Amanhã estarei "óptima", ponto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Reggae

Sempre chega uma hora em que as coisas começam a se encaixar, é óbvio. Mas no começo não parecia tão óbvio assim.

Agora, depois de um mês, começo a sentir a calma desse lugar. Casa aconchegante com gente idem, que ouve reggae e é muito especial.

Ainda desacelerando do ritmo de São Paulo, podemos (ainda) acordar tarde, fazer um desenho, uma colagem, uma música, um brigadeiro (o meu foi elogiadíssimo nas Europa) ou dar uma volta qualquer.

Já aprendi a tocar o "fodáss" ("foda-se", com o sotaque daqui) a quem me fizer cara feia no meio da rua. Sou brasileira mesma, não gostou? Não ligo mesmo.

Tem muita gente legal sim, e agora me sinto mais acolhida. Falta arrumar um trampo, uma banda, mas cada coisa de uma vez. O natal já não me assusta mais (sempre tive trauma dessa época do ano) e o seu medo não mora mais aqui.

Tô começando a sentir aquela liberdade que eu tanto procurava, e lembrar porque eu larguei o quase certo pelo quase duvidoso.