sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Reggae

Sempre chega uma hora em que as coisas começam a se encaixar, é óbvio. Mas no começo não parecia tão óbvio assim.

Agora, depois de um mês, começo a sentir a calma desse lugar. Casa aconchegante com gente idem, que ouve reggae e é muito especial.

Ainda desacelerando do ritmo de São Paulo, podemos (ainda) acordar tarde, fazer um desenho, uma colagem, uma música, um brigadeiro (o meu foi elogiadíssimo nas Europa) ou dar uma volta qualquer.

Já aprendi a tocar o "fodáss" ("foda-se", com o sotaque daqui) a quem me fizer cara feia no meio da rua. Sou brasileira mesma, não gostou? Não ligo mesmo.

Tem muita gente legal sim, e agora me sinto mais acolhida. Falta arrumar um trampo, uma banda, mas cada coisa de uma vez. O natal já não me assusta mais (sempre tive trauma dessa época do ano) e o seu medo não mora mais aqui.

Tô começando a sentir aquela liberdade que eu tanto procurava, e lembrar porque eu larguei o quase certo pelo quase duvidoso.

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