terça-feira, 29 de setembro de 2009

Imigrar não é fácil. Saudade de todo mundo, desapego forçado (da carreira, da vida social antiga, das bandas, dos lugares, etc). Choque cultural, aprender o que dizer e o que não dizer (ou fazer), em quem confiar e em quem não (essa parte é bem difícil). E saber ter um cantinho acolhedor móvel, que vá com vc pra onde for.
Imigrar em casal também não é fácil (quem ficou no país acha que foi o final feliz da novela, e nem sabem de nada). Não vale a pena expor os detalhes. Mas o duro é cada um, no meio de taaaantas descobertas, não se perder do outro.

Mas há surpresas de todo tipo. Tirando as ruins, as que são boas, são muito especiais.
Uma tarde ensolarada, em Lisboa com a calma que só ela tem. Uma noite de poesias e vinho (s) na casa de amigos ótimos. Ir parar sem querer num show de bandas inglesas de garage num cabaret com jagameister de graça (oh!). No dia-a-dia, ter que se virar, e na marra, virar uma pessoa (muito) mais forte.

E o melhor é se apaixonar mais ainda pela pessoa que foi com você desde o começo...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Acordei com uma saudade louca de São Paulo. Saudade dos meus pais, da minha casa pequena com o piano ao Sol, saudade das minhas bandas, dos meus amigos, de viajar pra tocar, das estradas de lá, até do trânsito me deu saudade.

domingo, 13 de setembro de 2009

Hein?

Eu sou daquelas que tem a memória fraca.
Eu sou daquelas que tem sempre que fazer um diariozinho e revisitá-lo de vez em quando pra recapitular a vida.

Por isso precisei recorrer ao velho diário, hoje espalhado entre esse blog, um caderno tosquíssimo com desenhos idem, fotos e vídeos, pra lembrar porque raios eu estou em Portugal.

Às vezes, trabalhando como atendente de mesa, eu me pergunto isso.
Então, quando o movimento diminui por alguns minutos, eu olho pro rio Tejo à noite e suspiro. Toda noite. Assim como a senhorinha do Chiado que conversa com o Fernando Pessoa (em estátua), toda noite.

Então eu precisei montar na minha cabeça o mapa desses 11 meses em Lisboa, junto com o meu marido Guigui.

E me lembrei porque eu suspiro. Não é só pela beleza do Tejo, mas é pela chance de uma vida nova (e porque sou apaixonada).

Vídeozinho "retrospectando"...
(a música é do El Año del Elefante, "Lisboa Viva")