terça-feira, 29 de setembro de 2009

Imigrar não é fácil. Saudade de todo mundo, desapego forçado (da carreira, da vida social antiga, das bandas, dos lugares, etc). Choque cultural, aprender o que dizer e o que não dizer (ou fazer), em quem confiar e em quem não (essa parte é bem difícil). E saber ter um cantinho acolhedor móvel, que vá com vc pra onde for.
Imigrar em casal também não é fácil (quem ficou no país acha que foi o final feliz da novela, e nem sabem de nada). Não vale a pena expor os detalhes. Mas o duro é cada um, no meio de taaaantas descobertas, não se perder do outro.

Mas há surpresas de todo tipo. Tirando as ruins, as que são boas, são muito especiais.
Uma tarde ensolarada, em Lisboa com a calma que só ela tem. Uma noite de poesias e vinho (s) na casa de amigos ótimos. Ir parar sem querer num show de bandas inglesas de garage num cabaret com jagameister de graça (oh!). No dia-a-dia, ter que se virar, e na marra, virar uma pessoa (muito) mais forte.

E o melhor é se apaixonar mais ainda pela pessoa que foi com você desde o começo...

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