O tempo parou. Em março de 2013. Parou, mas não
olhou para trás. Pegou um impulso e deu o maior salto de todos. Que não
teria volta, que não teria refúgio. Foi um salto de sobrevivência, um grito de independência, de quem já estava sufocada por demasiado tempo. "Um
dia tudo fará sentido", era o que eu dizia a mim mesma. E apanhei um ou
mais transportes, até a Inglaterra. Em busca de ar, de vida, amor, de
mim mesma.
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