quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tempestade

O tempo parou. Em março de 2013. Parou, mas não olhou para trás. Pegou um impulso e deu o maior salto de todos. Que não teria volta, que não teria refúgio. Foi um salto de sobrevivência, um grito de independência, de quem já estava sufocada por demasiado tempo. "Um dia tudo fará sentido", era o que eu dizia a mim mesma. E apanhei um ou mais transportes, até a Inglaterra. Em busca de ar, de vida, amor, de mim mesma.
De volta a Portugal, meu mundo caiu, foi derrubado, quase morri do coração. Depressão.
Aos poucos, as vozes dos amigos eram mais e mais ouvidas. "Um dia tudo fará sentido", eu tentava me convencer, mas sem convicção.

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